Treinamento RHIZOR em Tecnologia de Aplicação de Adjuvantes (Preparação Safra 2026/2027)

Treinamentos Avançados em Tecnologia de Aplicação de Defensivos Agrícolas e Adjuvantes

Trabalho realizado em Prudentópolis, Estado do Paraná, integrou mais de 80 determinações, avaliação funcional de adjuvante, seleção de pontas e dimensionamento hidráulico do Sistema Dupla Linha Stara

Tecnologia de Aplicação não Começa na Ponta de Pulverização

Quando se observa um pulverizador trabalhando no campo, é natural concentrar a atenção na barra, nas pontas, no volume de aplicação e na velocidade operacional. Entretanto, a eficiência de uma pulverização começa muito antes da formação das gotas. Ela começa na água que receberá os produtos, avança pela composição e pela estabilidade da calda, passa pelo comportamento dos adjuvantes, depende da capacidade hidráulica do equipamento e somente então se materializa na distribuição das gotas e na deposição sobre o alvo biológico.

Com essa visão integrada, foram conduzidos os trabalhos técnicos de campo e as atividades de capacitação nas propriedades agrícolas assistidas, localizadas no município de Prudentópolis, no Paraná, em parceria com a RHIZOR e a Diniz Defensivos. O objetivo não foi realizar uma verificação isolada nem oferecer uma recomendação genérica. A proposta foi compreender, de forma sistêmica, os fatores que poderiam aumentar ou reduzir a previsibilidade das aplicações fitossanitárias realizadas pela propriedade.

 

 

O trabalho reuniu três frentes diretamente conectadas: avaliação prática da qualidade da água utilizada no preparo das caldas; demonstração da atuação de um adjuvante multifuncional com capacidade sequestrante; e estudo técnico das pontas Pentair Hypro Guardian 120-015 e 120-02 instaladas no Sistema Dupla Linha Stara.

Essa integração permitiu acompanhar tecnicamente o percurso da aplicação desde a origem da água até a formação das gotas. Mais do que verificar componentes isolados, o trabalho buscou identificar como água, produtos, adjuvantes, pontas, vazão, pressão, velocidade e condições operacionais podem interagir no campo.

Uma aplicação não deve ser avaliada apenas pela quantidade de hectares pulverizados. Sua verdadeira eficiência depende da capacidade de preparar uma calda estável, produzir gotas adequadas, reduzir perdas e entregar a quantidade necessária do ingrediente ativo no alvo biológico.

 

 

Mais de 80 determinações para compreender uma única fonte de água

A água do Poço Principal, normalmente utilizada pela propriedade, foi submetida a uma avaliação ampla, envolvendo mais de 45 parâmetros físico-químicos e mais de 80 determinações realizadas por métodos complementares. Foram empregados sensores eletroquímicos, métodos colorimétricos e diferentes princípios de detecção, com redundância planejada para os parâmetros considerados mais relevantes.

A metodologia foi estruturada como um sistema prático de alerta antecipado. Sua finalidade foi identificar sinais capazes de interferir na estabilidade das caldas, na compatibilidade entre formulações, no comportamento dos adjuvantes e no tempo funcional de moléculas ou microrganismos após a mistura no tanque.

Entre os grupos avaliados estavam:

  • propriedades eletroquímicas e potencial de oxirredução;
  • cloro livre, total e combinado;
  • agentes oxidantes e sanitizantes;
  • condutividade elétrica, sólidos dissolvidos e salinidade;
  • dureza total, cálcio, magnésio, alcalinidade e bicarbonatos;
  • indicadores nitrogenados e nutrientes dissolvidos;
  • matéria orgânica, carbono orgânico e absorbância ultravioleta;
  • elementos metálicos potencialmente reativos;
  • propriedades físico-químicas relacionadas à estabilidade das misturas.

O número de determinações, embora expressivo, não foi utilizado como argumento isolado. A robustez do diagnóstico esteve na convergência das evidências. Parâmetros integradores forneceram uma primeira leitura do comportamento geral da água, enquanto avaliações específicas ajudaram a caracterizar os possíveis constituintes relacionados aos sinais inicialmente observados.

Essa arquitetura analítica reduz a dependência de uma única leitura e permite interpretar a água como um sistema químico dinâmico. Ao mesmo tempo, mantém claramente o caráter sinalizador do trabalho de campo: quando uma decisão crítica exige quantificação de alta precisão ou certificação, a confirmação em laboratório especializado continua sendo recomendada.

Água aparentemente limpa também pode carregar interferências invisíveis

Visualmente, a água avaliada apresentava boa transparência e ausência de turbidez crítica. A baixa salinidade, a reduzida condutividade elétrica e o baixo teor de sólidos dissolvidos indicaram condição geral favorável ao preparo das caldas. O pH permaneceu próximo da neutralidade e a carga orgânica não caracterizou uma situação de contaminação elevada. Essas características, porém, não encerraram o diagnóstico. Água transparente não significa, obrigatoriamente, água quimicamente inerte.

A avaliação identificou sinais que justificaram atenção preventiva, especialmente em misturas de maior complexidade ou envolvendo produtos mais sensíveis. Entre eles estavam a dureza total, a participação de cátions divalentes, o potencial oxidante, resíduos detectáveis de cloro e respostas sinalizadoras relacionadas a elementos metálicos reativos.

Nenhum desses resultados foi interpretado isoladamente como motivo para condenar a água. A conclusão geral foi mais técnica e equilibrada: a fonte apresentava bom potencial de utilização agrícola, desde que o preparo das caldas fosse realizado com critérios compatíveis com os produtos empregados e com o tempo operacional de cada aplicação.

Essa distinção é fundamental. A função de uma avaliação técnica não é criar alarmismo, mas identificar antecipadamente situações que possam reduzir a previsibilidade do sistema. Dependendo da formulação, da sensibilidade do ingrediente ativo, da presença de microrganismos, do número de componentes da mistura e do período de permanência no tanque, pequenas interferências podem assumir importância operacional.

Produtos químicos, biológicos e naturais não respondem da mesma maneira

A interpretação da qualidade da água precisa considerar o que será adicionado ao tanque. Uma característica aceitável para determinada formulação pode ser relevante para outra.

Defensivos químicos podem responder de maneira diferente ao pH, à dureza, à presença de cátions ou ao ambiente oxidante. Produtos biológicos exigem cuidados adicionais porque a viabilidade de microrganismos pode ser influenciada por resíduos sanitizantes, cloro, metais com ação antimicrobiana e condições eletroquímicas desfavoráveis. Extratos vegetais, enzimas, metabólitos fermentativos, compostos húmicos, bioestimulantes e outras formulações naturais também podem apresentar sensibilidades próprias. Por isso, a água não foi classificada simplesmente como “boa” ou “ruim”. Ela foi interpretada em função dos possíveis usos agrícolas e dos riscos relativos associados a cada grupo de produtos.

Esse tipo de diagnóstico contribui para decisões mais seguras relacionadas à ordem de mistura, ao uso de condicionadores, à realização de testes prévios de compatibilidade e ao intervalo entre o preparo e a aplicação da calda. Também auxilia na identificação das situações em que uma confirmação laboratorial mais específica pode ser necessária. Os protocolos detalhados, as escalas de interpretação e os critérios completos empregados nessa etapa integram a metodologia técnica do trabalho e não são reproduzidos nesta publicação.

TRACET: tornando visível uma interferência que normalmente não pode ser observada

Após a caracterização da água, foi realizada uma demonstração prática com o adjuvante multifuncional TRACET. O objetivo foi transformar uma condição química potencialmente invisível em uma resposta visual de fácil compreensão para as equipes técnica, comercial e operacional.

No ensaio demonstrativo de bancada, a água do Poço Principal foi submetida a uma sequência de avaliação com indicador complexométrico. O desenvolvimento da coloração rosa sinalizou a presença de elementos disponíveis para reação. Em seguida, o TRACET foi adicionado na dose especificamente avaliada de 50 mL para cada 100 litros de água.

A rápida viragem da coloração de rosa para azul apresentou resposta compatível com a complexação dos elementos reativos nas condições do ensaio. A demonstração permitiu visualizar, em poucos segundos, uma função tecnológica que normalmente ocorreria sem qualquer alteração perceptível a olho nu dentro do tanque do pulverizador.

 

 

O valor dessa demonstração vai além do impacto visual. Cátions e outros elementos reativos livres na água podem interagir com componentes da mistura, dependendo da concentração, do pH, do ingrediente ativo, da formulação e do tempo de permanência da calda. Um adjuvante com ação condicionadora, complexante ou sequestrante pode ser estrategicamente posicionado para reduzir a disponibilidade desses elementos e ampliar a previsibilidade do sistema.

Na propriedade assistida pela equipe RHIZOR, o adjuvante multifuncional TRACET foi demonstrado como ferramenta preventiva de condicionamento da água, especialmente para misturas sensíveis, aplicações com maior investimento por hectare e situações nas quais a calda possa permanecer por mais tempo no tanque.

A resposta visual obtida deve ser compreendida dentro das condições do ensaio realizado. Ela demonstra a atuação funcional do produto no sistema avaliado, mas não substitui, isoladamente, a análise de compatibilidade de cada mistura nem autoriza extrapolações automáticas da dose para fontes de água com características diferentes.

Esse cuidado não diminui o valor da demonstração. Ao contrário, diferencia uma apresentação comercial genérica de um posicionamento técnico vinculado à água efetivamente utilizada pelo produtor.

Da água tratada à capacidade real do pulverizador

A segunda grande frente do trabalho concentrou-se no Sistema Dupla Linha Stara e nas pontas Pentair Hypro Guardian 120-015, identificada pela cor verde, e 120-02, identificada pela cor amarela.

Um sistema com duas linhas oferece importante flexibilidade operacional, mas sua utilização eficiente depende de uma análise muito mais ampla do que simplesmente manter as duas pontas permanentemente acionadas. A demanda de vazão varia com o volume de aplicação, a velocidade de deslocamento, o espaçamento entre posições de pulverização e a estratégia de acionamento adotada.

Para compreender essa dinâmica, foram analisados três volumes de aplicação (70, 82,5 e 100 L/ha) em cinco velocidades operacionais: 5, 7, 10, 12 e 15 km/h. Para cada combinação, foram avaliadas a demanda hidráulica, a capacidade das pontas, a pressão estimada e a possibilidade de atuação da ponta 015 isoladamente, da ponta 02 isoladamente ou das duas em conjunto. Ao todo, foram estudados 15 cenários principais de volume e velocidade, além das transições hidráulicas entre as diferentes configurações.

 

 

O dimensionamento evidenciou um princípio decisivo: enquanto a demanda de vazão cresce de maneira proporcional ao aumento da velocidade, a pressão necessária para que uma mesma ponta acompanhe essa demanda cresce de forma muito mais intensa. Tentar atender a toda a amplitude operacional apenas elevando ou reduzindo a pressão pode deslocar o sistema para condições inadequadas de funcionamento.

A presença de pontas com capacidades diferentes permite distribuir essa demanda entre configurações distintas. Em determinadas faixas, a ponta 015 pode atender ao volume estabelecido; em outras, a ponta 02 oferece capacidade mais compatível; e, nas maiores demandas, o acionamento simultâneo pode ampliar a faixa operacional do conjunto.

As combinações calculadas não foram tratadas como uma programação universal ou como pontos oficiais de comutação do equipamento. Elas constituíram uma base técnica para calibração, verificação e tomada de decisão nas condições estudadas. Os cálculos completos, as fórmulas, as pressões correspondentes e os critérios detalhados de escolha fazem parte do relatório técnico entregue e do conteúdo aprofundado de capacitação. Nesta matéria, o objetivo é demonstrar a amplitude da análise sem transformar um diagnóstico específico em recomendação genérica para outros pulverizadores.

Vazão correta não significa, isoladamente, aplicação correta

Uma das conclusões mais importantes do trabalho foi a necessidade de separar compatibilidade hidráulica de qualidade da aplicação. Quando uma ponta fornece a vazão necessária para determinado volume e velocidade, existe correspondência matemática entre a demanda e a capacidade hidráulica. Isso não comprova, isoladamente, que o espectro de gotas seja adequado, que a distribuição transversal esteja uniforme ou que a deposição no alvo seja suficiente.

A qualidade final depende também do modelo exato da ponta, da pressão efetiva próxima ao bico, das propriedades da calda, da altura da barra, da sobreposição dos jatos, do desgaste dos componentes, das condições meteorológicas e da arquitetura do alvo. Mesmo quando duas pontas recebem a mesma pressão, cada modelo pode produzir uma distribuição própria de tamanhos de gotas. Por isso, o comportamento do conjunto não deve ser reduzido a uma média simples das características individuais.

No caso das Guardian 120-015 e 120-02, foram consideradas as diferenças de capacidade hidráulica e o potencial de utilização em diferentes objetivos operacionais. A 015 oferece menor vazão nominal e pode contribuir para configurações que priorizem maior densidade de gotas e cobertura, desde que operada na faixa apropriada. A 02 amplia a capacidade de vazão e pode favorecer estratégias que busquem maior robustez operacional e redução da fração de gotas excessivamente suscetíveis à deriva.

Entretanto, a classe de gotas não deve ser presumida apenas pelo tamanho ISO. Ela precisa ser confirmada nas condições reais de pressão, calda e funcionamento, utilizando as informações oficiais do fabricante e, sempre que possível, avaliações práticas de deposição.

Baixas velocidades também revelam limitações importantes

Os cenários estudados demonstraram que as dificuldades de um sistema não aparecem somente nas maiores velocidades. Em alguns volumes, as menores velocidades produziram demandas inferiores à capacidade de referência da ponta 015 na pressão mínima considerada.

Essa condição é particularmente importante durante manobras, desacelerações, retomadas e operações em áreas com relevo variável. Se o controlador não responder adequadamente ou se o sistema trabalhar abaixo da faixa recomendada, o volume efetivamente aplicado e a qualidade do jato podem se afastar da condição planejada.

Por outro lado, manter a pressão mínima com uma ponta cuja capacidade excede a demanda pode elevar o volume por hectare acima do desejado. O diagnóstico, portanto, não deve observar apenas o desempenho em velocidade de cruzeiro. A estabilidade do sistema durante as transições também precisa ser considerada.

Essa é uma das razões pelas quais a calibração deve incluir a coleta real de vazão, a comparação entre posições ao longo da barra e a medição da pressão próxima às pontas. Identificação incorreta, desgaste, obstrução e perdas de carga podem produzir diferenças relevantes entre a estimativa teórica e o comportamento encontrado no equipamento.

Pontas direcionadas e a interação com a arquitetura do alvo

As pontas Guardian avaliadas apresentam jato plano de grande abertura e inclinação que possibilita o direcionamento para frente, para trás ou de forma alternada. Essa característica pode contribuir para a interceptação de superfícies vegetais com diferentes orientações e para a distribuição da pulverização em determinadas arquiteturas de dossel.

Entretanto, o benefício potencial de uma ponta inclinada depende da interação entre velocidade, altura da barra, ângulo de instalação, desenvolvimento da cultura, densidade foliar e alvo biológico. Nenhuma característica construtiva substitui a necessidade de verificar a deposição.

Em culturas adensadas, por exemplo, aumentar a quantidade de gotas no terço superior não assegura que o produto alcance as estruturas internas ou inferiores. Da mesma forma, produzir gotas mais grossas para reduzir deriva pode exigir ajustes de volume e distribuição para manter cobertura compatível com o produto aplicado.

Por isso, a seleção de pontas foi interpretada como parte de um sistema de decisão, e não como escolha isolada de um componente. Diferentes condições fitossanitárias podem exigir pontas, volumes ou estratégias distintas, sempre em conformidade com a bula, as condições meteorológicas e o alvo da aplicação.

Um relatório técnico deve transformar medições em decisões

O relatório técnico elaborado para a propriedade agrícola assistida pela RHIZOR consolidou 31 páginas de resultados, interpretações, demonstrações visuais, cálculos hidráulicos, tabelas operacionais e recomendações preventivas.

Seu valor não está apenas na quantidade de informações reunidas, mas na conexão entre elas. A avaliação da água ajudou a identificar possíveis fontes de interferência antes da adição dos produtos. A demonstração com o TRACET permitiu visualizar o condicionamento do sistema avaliado. O estudo das pontas mostrou como o equipamento poderia responder a diferentes demandas de volume e velocidade. A interpretação final conectou esses componentes à qualidade das gotas, à deposição e à segurança operacional.

 

 

Essa abordagem reduz decisões baseadas exclusivamente em hábitos, cores de pontas, pressões tradicionalmente utilizadas ou recomendações desvinculadas das condições reais da propriedade.

Ao mesmo tempo, o trabalho reforça que nenhum cálculo substitui a validação em campo. Pressão, vazão, uniformidade, espectro de gotas, cobertura, deposição e resposta biológica precisam ser interpretados de maneira integrada.

Conclusão

O treinamento RHIZOR em tecnologia de aplicação realizado na região agrícola de Prudentópilos (PR) demonstra que a tecnologia de aplicação não pode ser reduzida a uma regulagem isolada, a uma escolha de ponta ou à simples adição de um adjuvante no tanque.

Aplicações mais previsíveis exigem diagnóstico. Exigem conhecer a água, compreender a sensibilidade dos produtos, identificar interferências, posicionar corretamente os adjuvantes, dimensionar o equipamento e validar a formação e a deposição das gotas nas condições reais de operação.

Na propriedade agrícola cliente da RHIZOR, essa visão foi aplicada desde o Poço Principal até o Sistema Dupla Linha Stara. Mais de 80 determinações, uma demonstração funcional com o TRACET, a avaliação das pontas Guardian 120-015 e 120-02 e o estudo de 15 cenários de volume e velocidade formaram uma única linha de raciocínio técnico.

O resultado foi mais do que uma coleção de números. Foi a construção de uma base para decisões preventivas, calibrações mais consistentes, recomendações mais responsáveis e maior previsibilidade das aplicações fitossanitárias.

Esse é o propósito da tecnologia de aplicação quando ciência, experiência de campo e capacidade operacional trabalham juntas: transformar variáveis aparentemente isoladas em decisões tecnicamente justificadas, aplicáveis e mensuráveis.

Eng.º Agr.º Manoel Ibrain Lobo Júnior
Auditor GLOBALG.A.P. IFA – Boas Práticas Agrícolas
Especialista em Tecnologia de Aplicação de Defensivos Agrícolas e Adjuvantes

Em parceria com: RHIZOR e Diniz Defensivos
Local: Prudentópolis, Estado do Paraná

Acompanhe o ADJUVANTES.NET: novos conteúdos e treinamentos técnicos sobre qualidade da água, adjuvantes, pontas de pulverização, formação de gotas, deriva e deposição serão apresentados progressivamente.

 

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